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Bernardino Rafael e outras personalidades deslocaram-se a Maluana, local do sinistro, logo às primeiras horas deste domingo, para se inteirar da situação.
Segundo o Jornal o País, o comandante-geral da PRM disse que o cadastro da transportadora está manchado por acidentes de viação que ceifam vidas humanas, pelo que não vê benefício aos seus utentes e, por isso, deve ser “anulada”.
“A empresa tem essa recorrência de acidentes de viação, pelo que não está a beneficiar os seus clientes, nem a si própria, então a sua existência deve ser nula”, determinou Rafael para depois questionar: “se esta figura de banimento existe na sua formação, por que isso não pode acontecer para uma empresa que só está a prejudicar”?
O governador da província de Maputo, Júlio Parruque, aponta que, com este sinistro, o número de mortes na província de Maputo, devido aos acidentes, quase que se duplicou este ano, uma vez que já tinham sido registados pelo menos 40 óbitos.
Por isso, Parruque afirmou que “a transportadora já está na lista negra, então que se conforme com as normas, deve rever as suas viaturas, fazer revisão nas suas rotas e, sobretudo, colocar nas estradas motoristas preparados e responsáveis”.
Por sua vez, a Secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, é mais cautelosa e referiu que, antes de qualquer decisão, é preciso apurar as reias causas do acidente.
“Vamos aprofundar, porque não posso tecer considerações sem ainda ter dados concretos, por isso estão aqui os peritos e vão fazer o aprofundamento em relação ao historial da empresa que é para ver as suas condições e, depois, dentro do quadro legal, as decisões serão tomadas”, avançou.
Diogo disse que, neste momento, a prioridade é garantir os cuidados aos feridos para que sobrevivam e que os familiares das vítimas mortais consigam localizar os corpos.
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